segunda-feira, 11 de novembro de 2013




Nem sempre consigo ser tão equilibrada, ponderada e organizada quanto gostaria. Alguns dias são bem perturbadores e nunca sei direito como lidar com eles. De certa forma resisto um pouco em dar o braço a torcer para a falha. Eu não sei perder, tampouco gosto de não ter razão. Um lado orgulhoso ainda tem muito o que aprender sobre os precipícios. Nem sempre quero cair, às vezes, mesmo torta, exausta e me arrastando quero continuar andando. Preciso aprender a me deixar levar, a aceitar que chega um momento em que a gente perde a força e a própria verdade. Mas sou turrona, durona, não desisto tão fácil. Juro que quando bate o desânimo eu o aceito, acolho, beijo, abraço e mando embora. Muitas vezes o desânimo só quer um carinho, por isso faz essas visitas inesperadas.

— Clarissa Corrêa

Encontrei essa citação de Clarissa Corrêa e vi que ela defini muito o(s) meu(s) dia(s). Espero que vocês gostem e também curtam a Clarissa. beijos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E quando o laço vira nó?





 Cortar laços nunca foi fácil, mas o pior é quando o laço vira nó, daí já viu, né? Aperta,aperta e quase sufoca. E você tenta soltar, tenta largar, desamarrar, tenta de toda forma desfazer o nó. Mas não é fácil. Você chega a pensar que vai morrer sufocada. 
Cortar laços é uma das tarefas mais difíceis que eu já vi. Pois você imagina que um dia o laço pode se desfazer, mas jamais quer acreditar que isso vá acontecer, então, você torce e retorce pra ver se arruma o laço de novo ou um novo que substitua o velho, mas você vê que não é fácil. Mas você tenta, tenta e tenta de novo, sem desistir. 
Se o laço tá frouxo você tenta deixá-lo arrumadinho como antes, as vezes você consegue, chega até ficar um laço melhor do que o anterior, daí é só felicidade. Mas o ruim, o ruim mesmo, é quando o laço vira nó, porque daí você tem que cortar, porque não há remendo que dê jeito. E isso é difícil, ainda mais quando aquele laço é o seu preferido. 
Mas chega um dia que não dá mais, que você não suporta mais aquele nó que te sufoca, então, você decide cortar. E você corta. E você se sente livre, totalmente livre, consegue respirar outros ares, consegue outros laços. Você consegue viver, consegue seguir em frente. E o laço que virou nó? Ah, agora já não é mais nada senão pedacinhos de fitinhas rasgadas no chão.

                                                                                                                         Vitória Ávila

sábado, 20 de abril de 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Desabafo


Eu nunca pensei que eu iria me tornar uma pessoa tão dura assim. Se há um tempo, digo há um tempo mesmo, alguém me dissesse que eu seria assim, eu não acreditaria.
Tornei-me uma pessoa tão sólida. É difícil suportar isso, e não tiro a razão de quem não está nenhum pouco a fim de suportar os meus espinhos. Mas o difícil é como demonstrar que sou mais flor que espinho.
Nunca pensei que eu iria entrar em conflito logo com o “demonstrar”. Mas poxa vida, eu sabia fazer isso tão bem, a ponto de ser quase uma efusiva maluca. Mas e agora? Como foi que isso aconteceu? E por que logo comigo?
Nossa como eu ia adivinhar que isso podia acontecer, eu bem que poderia ter algum poder mágico que me fizesse transbordar e jogar para o alto todo amor que tenho no peito. Meu Deus, como é difícil.
Para àqueles que me amam e que nunca ouviram um “eu gosto de você”, esse texto deixará claro algumas coisas, então, como escrevo melhor do que falo não que eu escreva bem, mas com certeza é bem melhor do que eu falando. Então lá vai os meus sinceros “eu gosto de vocês”. E como dizia o meu amigo Chaves: “tenha(m) paciência comigo”. 

Vitória Ávila

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quem vai dizer tchau?



É muito triste quando você percebe que o seu amigo não é mais tão seu amigo, mais triste ainda é quando você percebe que o seu melhor amigo não mais tão melhor assim. É triste ver que anos de amizade foram sendo soterrados por um máquina chamada tempo. Triste é não saber como dar adeus, triste é não conseguir chorar, por simplesmente não querer chorar pelo adeus.
[..]

A vida é mesmo engraçada, ela adora aplicar esse tipo de coisa na gente. A vida muda sem perguntar nada, sem esperar nenhum sim ou não nosso, ela simplesmente muda e ponto. Mas o bom da vida é que ela nos permite conhecer novas coisas, novas pessoas, nos permite sentir de novo o novo... O novo nem sempre é tão esperado e desejado assim, mas nem sempre nos cabe decidir, porque quando a vida resolver mudar, ela muda, quando ela decide percorrer outro caminho em busca de um novo horizonte, ela segue sem se quer olhar pra trás... O difícil mesmo é lidar com essa decisão, com esse novo percurso. A vida segue, às vezes depressa demais, não dá tempo nem dizer tchau, mas quem é que tem a coragem de virar e dizer tchau? Um adeus é tão difícil, principalmente quando não se quer dizê-lo. [...]

A vida está seguindo e não dá para dizer tchau, não dá. Tem horas que ela segue devagar e a gente nem percebe as coisas se perdendo; o vento costuma levar as coisas da gente, principalmente aquelas que estão soltas, é por isso que precisamos sempre arrochar um pouquinho o laço, não a ponto de fazê-lo nó, mas a ponto de permanecê-lo laço. [...]

Hoje o que resta é a saudade do laço firme que havia, a dor que resta será curada, mas jamais esquecida, porque dor de amor de uma amizade perdida é ferida que cura, mas que sempre será sentida. É... a vida, ela tem dessas coisas.

Vitória Ávila