terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Se quiser, me procura você!

"Mas sei lá, não sei se toda essa coisa patética é mesmo necessária. Tô resolvendo umas coisas aqui viu, esses negócios de sentimentos demonstrados demais meio que estraga. Tô aqui aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer, e acabar demonstrando afeto demais começa a encher o saco, e eu digo tudo isso da minha parte. Chega de ligações, preocupações, sentimentos demonstrados aos extremos. Vou ficar mais relax mesmo, não quer me ligar, não liga, mas também não ligarei. Não quer me ver, não me veja, mas também não sairei que nem doida atrás de você pra saber se a gente vai se ver, que horas é o nosso encontro, não mais. É apenas um aviso que eu deixo bem simples: se quiser, me procura você. E outro aviso que eu deixo também: isso tudo é só conversa mesmo, teóricamente falando, tá tudo certo. É quando chega na hora da prática que ferra com tudo."
(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011



O natal está quase chegando e aquele sentimentozinho vai crescendo dentro de mim. É assim, todo ano. Sinto-me mais renovada a cada dia que se passa. O natal é isso. É a certeza de que a cada ano temos a chance de sermos melhores. E é por isso que eu desejo pra mim e para as outras pessoas desse mundo tão cheio de altos e baixos que nós tenhamos mais fé, mais amor, mais paz, porque natal é isso, é não só desejar algo de bom para si, mas como também desejar para todos! Que nesse natal Jesus Cristo, O Salvador, possa plantar a semente do bem em nossos corações e que esta semente seja semeada nesse novo ano que se aproxima. Que a paz reine em nossos corações.


Vitória Ávila.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


É estranho, porque parece que a gente se conhece há muito tempo, já me senti meio assim uma vez ou outra, mas dessa vez é BEM diferente, porque essa sensação parece ser bem mais forte e real que as outras, é estranho... É estranho, digo estranho, porque ESTRANHO é a única palavra que me vem à cabeça quando penso nisso (...)
Você apareceu na minha vida tão de repente, tão por acaso, tão surpreendentemente, é estranho... Naquela tarde que te vi você, parecia só mais um, achei normal, não pensava que fosse dar nisso; amizade é? Talvez mais que isso...
Às vezes penso que você caiu do céu, sabe... Aquele dia que te vi foi o primeiro e pareceu ser o último também, achei que nunca mais eu fosse te ver ou que tão rápido a gente fosse se “esbarrar”... Então, simplesmente do nada você surge, logo naquele momento em que eu me deparava pensando em você, não é estranho? É estranho! E ainda mais estranho porque eu não sei bem definir o que eu passei a sentir por você depois daquele momento,não sei, não sei mesmo entender e também não sei entender o que você hoje sente por mim, é estranho, eu sei. Espero um dia entender tudo isso direito, eu espero, é espero sim, esperar é bom, nem sempre é, a gente sabe disso, mas mais que isso é necessário esperar, pois só o tempo dirá, não é? Porque o tempo tem a resposta pra (quase) tudo, disso eu tenho certeza, então, é preciso ESPERAR e eu espero, sem nenhuma pressa, espero!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O NAMORADO...



"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si

mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado

de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,

lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.

Mas namorado, mesmo, é muito difícil.


Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer

proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase

desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de
aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem

namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu

bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem

curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o

gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem
namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem
não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções
de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua

janela.


Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de

fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu

descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante

a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

Enlou-cresça."




                                                                                                                     Artur da Távola